Densidade mamária na mamografia

A composição mamária é determinada geneticamente, sendo atualmente classificada em “mamas densas” e “mamas não densas”, de acordo com a proporção de tecido adiposo e tecido fibroglandular. Não deve ser confundida com firmeza ou tamanho dos seios. A densidade mamária não é um fator estático, ou seja, ela varia durante a vida, na maioria das vezes reduzindo na menopausa, quando as mamas podem se tornar mais adiposas (ter mais gordura).

Entretanto, estas mudanças não seguem um padrão igual para todas as mulheres e podem ser influenciadas por vários fatores, que podem diminuir ou aumentar a densidade das mamas, como tratamentos hormonais ou anti-hormonais, radioterapia e alterações de peso. Entre 30-40% das mulheres em geral tem mamas densas.

Por que a densidade mamária é importante? Porque o tecido mamário denso pode esconder o câncer de mama. Quanto mais densas forem as mamas, maiores as lesões que podem ser obscurecidas na mamografia de rastreamento anual (exames falsos negativos, ou seja, não conseguem detectar alguma lesão já existente), o que pode retardar o diagnóstico e piorar os resultados do tratamento. Além disso, as mamas densas tem sido correlacionadas com aumento de risco para câncer de mama.

Na mamografia, a seguinte classificação é utilizada:
MAMAS NÃO DENSAS: predominantemente adiposas (a) – ver figura 1 – e com densidades fibroglandulares esparsas (b);
MAMAS DENSAS:  heterogeneamente densas (c) e extremamente densas (d) – ver figura 2.

Figura 1 – Mamas predominantemente adiposas (a).

Fig.2 – Mamas extremamente densas (d).

Para pacientes com mamas densas, além da mamografia, avaliações com métodos complementares, como ecografia mamária, tomossíntese e ressonância magnética com gadolínio podem ser solicitadas. A escolha de qual o melhor método a ser utilizado deve sempre levar em consideração o risco individual da paciente para câncer de mama, devendo, portanto, ser personalizada.

 


Andrea T. Cadaval Gonçalves
Médica Radiologista Especialista pelo CBR/AMB
Porto Alegre, RS


Cláudia Baldissera Demarchi
Médica Radiologista Especialista pelo CBR/AMB
Porto Alegre, RS

Referências
1.Orsi CJ, Sickles EA, Mendelson EB, et al. ACR BI-RADS Atlas, Breast Imaging. Reporting and Data System. Reston, Va: American College of Radiology, 2013.
2.Berg WA. Current Status of Supplemental Screening in Dense Breasts. Journal of Clinical Oncology, 2016: pp 1840-1843.
3.Dolan NC and Goel MS. It’s not all about density: risk matters. Ann Intern Med. 2015;162:729-730. doi:10.7326/M15-0821.
4.Freer PE. Mammographic Breast Density: Impact on Breast Cancer Risk and Implications for Screening. RadioGraphics 2015; 35:302–315.
5.Kerlikowske K at al. Identifying Women With Dense Breasts at High Risk for Interval Cancer Ann Intern Med. 2015;162:673-680.


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